Comissão sobre Narcóticos da ONU discute paz e desenvolvimento sustentável

A Comissão sobre Narcóticos da ONU iniciou a sua 60ª sessão na segunda-feira (13) em Viena, na Áustria, com o foco nos esforços de paz, segurança e desenvolvimento sustentável.

O encontro internacional é o primeiro desde a sessão especial da ONU sobre o tema, em abril de 2016, quando foi adotado um novo quadro que coloca as pessoas no centro das políticas globais de controle de entorpecentes.

Comissão sobre Narcóticos da ONU discute paz e desenvolvimento sustentável
Comissão sobre Narcóticos da ONU discute paz e desenvolvimento sustentável

A Comissão sobre Narcóticos da ONU iniciou a sua 60ª sessão na segunda-feira (13) em Viena, na Áustria, com o foco nos esforços de paz, segurança e desenvolvimento sustentável.

O encontro internacional é o primeiro desde a sessão especial da ONU sobre o tema, em abril de 2016, quando foi adotado um novo quadro que coloca as pessoas no centro das políticas globais de controle de entorpecentes.

Em mensagem sobre o evento, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que “o painel é rico e orientado para o futuro”, e pediu aos governos que aproveitem o impulso com uma ação conjunta para honrar seus compromissos.

O dirigente máximo da ONU elogiou o acompanhamento intensivo, inclusivo e abrangente da sessão atual com o Acordo de Abril, e solicitou que as discussões sejam feitas nos campos de aplicação da lei, prevenção, saúde, direitos humanos e desenvolvimento.

Em seu discurso, o diretor-executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Yury Fedotov, descreveu como a agência está trabalhando com os governos e outros parceiros para combater as drogas ilícitas.

“Também estamos ajudando a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e promovendo a paz e a segurança através do desenvolvimento alternativo nos países mais afetados pelo cultivo de plantações ilícitas”, disse.

Ele afirmou que o desenvolvimento alternativo visa não só a reduzir o cultivo de coca, papoula e cannabis, mas também melhorar as condições socioeconômicas das comunidades agrícolas marginalizadas.

O alto funcionário da ONU observou que o relatório Mundial sobre as Drogas deste ano — que será lançado provavelmente em junho — terá como foco o nexo entre drogas e crime organizado transnacional, corrupção, fluxos ilícitos financeiros e de armas e terrorismo, que são preocupações crescentes da comunidade internacional.

Entre os projetos empreendidos pelo UNODC, Fedotov destacou a ajuda a países para responsabilizar grandes traficantes, promover a cooperação nos setores de saúde e Justiça e o apoio do escritório para penas alternativas em caso de ofensas menores.

O chefe do UNODC afirmou ainda que o órgão está cooperando com a Organização Mundial da Saúde (OMS) em diversas atividades, incluindo no tratamento de distúrbios causados pelo uso de drogas e resposta ao HIV/Aids.

A sessão da Comissão sobre Narcóticos reúne cerca de 1,5 mil delegados, representando Estados-membros, organizações intergovernamentais e sociedade civil para uma discussão sobre o problema mundial das drogas.

Font: acoesunidas.org

Desde 2010 que não havia tantas pessoas a iniciar tratamentos por causa do álcool e droga

Os últimos inquéritos mostram que o consumo de álcool e drogas está a diminuir em Portugal, com níveis abaixo da média europeia. Mas em 2015 havia 40 mil em tratamento e mais de 5.000 internados.

canabis

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Medicina esportiva ajuda no tratamento contra as drogas

A medicina esportiva ajuda no tratamento contra as drogas
A medicina esportiva ajuda no tratamento contra as drogas

A medicina esportiva é uma grande aliada para complementar e potencializar o tratamento no combate à dependência química. “A prática de exercícios aumenta o condicionamento físico, melhora a autoestima e altera os hormônios do sistema nervoso central. Um deles é a endorfina, responsável pela sensação de prazer e que também diminui a ansiedade e irritabilidade, sensações frequentes na luta para se livrar do vício”, comenta Dra. Karina Hatano, médica do exercício e do esporte.

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Saúde : Ciência vê elo entre esquizofrenia e dependência em nicotina

cientistas franceses revelaram em um estudo divulgado nesta segunda-feira pela revista britânica “Nature Medicine” que alguns mecanismos cerebrais podem explicar a dependência em nicotina apresentada por pacientes com esquizofrenia.

A partir de um experimento com ratos, pesquisadores do Instituto Pasteur de Paris mostraram como a nicotina afeta o funcionamento do córtex pré-frontal do cérebro, área associada à cognição que costuma ser alterada por transtornos psiquiátricos.

Ciência vê elo entre esquizofrenia e dependência em nicotina
A partir de um experimento com ratos, pesquisadores do Instituto Pasteur de Paris mostraram como a nicotina afeta o funcionamento do córtex pré-frontal do cérebro, área associada à cognição que costuma ser alterada por transtornos psiquiátricos. Foto: iStock

Os cientistas acreditam que a administração de nicotina pode reverter parte dos sintomas da esquizofrenia, o que explica a tendência de muitos pacientes a se “automedicarem” com o consumo de cigarros.

“A administração reiterada de nicotina restaura a atividade normal do córtex pré-frontal, o que nos sugere um possível alvo terapêutico para tratar a esquizofrenia”, afirmou o principal autor do estudo, Uwe Maskos, em comunicado do Instituto Pasteur.

Os cientistas trabalharam com roedores com DNA que inclui uma mutação do gene CHRNA 5, recentemente associado com um aumento do risco de sofrer tanto de tabagismo como esquizofrenia.

A mutação provoca uma diminuição da atividade das células do córtex pré-frontal, o que afeta a tomada de decisões e a memória, ente outros fatores.

A administração de nicotina ajuda a recuperar a atividade habitual dessa região, que em uma situação não patológica é modulada por neurotransmissores (acetilcolina) que se ativam de forma simultânea nos receptores de nicotina.

“O trabalho com esse mostra como a nicotina que administramos se une aos receptores da nicotina entre os neurônios, o que influi no comportamento das células do cortex pré-frontal”, afirmou a pesquisadora Fani Koukouli.

 

Font: terra.com.br

Estudo genético confirma associação da maconha com esquizofrenia

De acordo com um novo estudo, pessoas com risco genético aumentado para esquizofrenia são mais propensas a fumar maconha

Pesquisa publicada recentemente no periódico científico Psychological Medicine comprovou por meio de análises genéticas o que estudos anteriores já haviam sugerido de forma observacional: o consumo da maconha é particularmente perigoso para pessoas com propensão genética à esquizofrenia, mas, principalmente, que os esquizofrênicos tendem a usar mais a droga.

Evidências genéticas

No novo estudo, pesquisadores da Escola de Psicologia Experimental da Universidade Bristol, no Reino Unido analisaram fatores genéticos que podem prever se uma pessoa é suscetível a usar cannabis e também sua suscetibilidade à esquizofrenia. Os resultados confirmaram que começar a fumar maconha pode sim aumentar o risco de esquizofrenia, mas, em especial, uma pessoa que carrega genes associados à doença são mais propensas a se tornarem usuárias da droga e a fazer isso de forma abusiva.

Um das possíveis explicações para essa relação, segundo os autores, é que os fatores genéticos para a esquizofrenia são mais fortes do que aqueles para o uso da cannabis. Marcus Munafò, coautor do estudo, especula também que “certos comportamentos ou sintomas associados ao risco de esquizofrenia podem ser aliviados pelos efeitos da cannabis”. Em outras palavras, o consumo de cannabis pode ser uma espécie de automedicação nessas pessoas.

Outra possível explicação, segundo o especialista, é que “as pessoas com maior risco de esquizofrenia podem desfrutar mais dos efeitos psicológicos da cannabis. Há um consenso crescente de que o consumo de cannabis pode aumentar o risco de desenvolver esquizofrenia. Nossos resultados apoiam isso, mas também sugerem que aqueles com maior risco de esquizofrenia podem ser mais propensos a experimentar cannabis”.

Maconha e esquizofrenia

Estudos anteriores já haviam mostrado que o consumo de maconha é mais comum em pessoas com psicose do que entre a população em geral e que, em muitos casos, esse hábito também pode aumentar o risco de sintomas psicóticos. O uso da droga já foi associado a sintomas do distúrbio, como paranoia e pensamentos delirantes, em até 40% dos usuários.

No início desse ano, de acordo com o site especializado Medical News Today, pesquisadores alertaram que pessoas jovens que usam cannabis poderiam aumentar seu risco de desenvolvimento de problemas psicóticos. Além disso, pessoas com esquizofrenia parecem ter uma maior chance de experimentar sintomas psicóticos ao usarem a droga. Entretanto, até o momento, esses resultados não foram considerados definitivos e especialistas pediram mais pesquisas.

THC versus CBD

Em relação ao papel da maconha em aumentar ou reduzir os sintomas de esquizofrenia, Munafò afirma que, embora sejam necessários mais estudos, pesquisas existentes sugerem que dois dos constituintes da cannabis, o tetrahidrocannabinol (THC) e o canabidiol (CBD), podem ser os responsáveis por esses efeitos contraditórios.

De acordo com o Instituto Nacional sobre o Abuso de Drogas dos Estados Unidos (Nida, na sigla em inglês), enquanto a intoxicação por THC tem sido associada com experiências psicóticas transitórias, o CBD não desencadeia alterações mentais e pode ter potencial como uma medicação. Entretanto, a maconha “recreacional” tem um alto teor de THC e baixo de CBD, daí sua provável contribuição para o aumento de sintomas psicóticos em pessoas propensas à esquizofrenia.

Esquizofrenia

O distúrbio mental é caracterizado quando há perda de contato com a realidade, alucinações (audição de vozes), delírios, pensamentos desordenados, índice reduzido de emoções e alterações nos desempenhos sociais e de trabalho. A esquizofrenia afeta cerca de 1% da população mundial. O tratamento é feito com uso de remédios antipsicóticos, reabilitação e psicoterapia.

 

Font:http://veja.abril.com.br/

UNODC: usuários de drogas não podem ser tratados como criminosos

O uso de drogas prejudica comunidades e corrói o tecido social que nos mantém unidos mas usuários não podem ser tratados como criminosos. Com estas palavras o diretor executivo do Escritório da ONU para Drogas e Crimes (UNODC), Yury Fedotov, discursou em evento na Pontifícia Academia de Ciências, na Cidade do Vaticano.

O uso de drogas prejudica comunidades e corrói o tecido social que nos mantém unidos, mas usuários não podem ser tratados como criminosos. Com estas palavras o diretor executivo do Escritório da ONU para Drogas e Crimes (UNODC), Yury Fedotov, participou do evento “Narcóticos: problemas e soluções para um problema global” na Cidade do Vaticano nesta quarta-feira (23). O encontro é organizado pelo Monsenhor Marcelo Sánchez Sorond, na Pontifícia Academia de Ciências, e inclui as participações da rainha Sílvia, da Suécia, além de cientistas e acadêmicos.

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Programa que previne crianças contra as drogas forma turma em STI

Programa que previne crianças contra as drogas forma turma em STI
Programa que previne crianças contra as drogas forma turma em STI

Em cerimônia realizada na última sexta-feira (4), a rede municipal de educação de Santa Terezinha de Itaipu, em parceria com a Polícia Militar do Paraná (PM-PR), realizou a formatura de 273 alunos no Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência). O evento aconteceu no Ciami (Centro Integrado de apoio a Melhor Idade) e contou com a presença de autoridades locais, representantes da PM-PR, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil, além de pais e professores.
Implantando em 2004, com a primeira formatura no ano seguinte, o Proerd já capacitou aproximadamente 5,3 mil alunos em Santa Terezinha de Itaipu. O programa é preventivo e estratégico, tendo como objetivo principal educar as crianças em seu meio natural, a escola. A tarefa é desempenhada por um policial fardado e professores, que procuram mostrar os efeitos das drogas e ensinar as habilidades e motivação necessárias para que as crianças se mantenham longe de substâncias nocivas à própria saúde.

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Saúde mental depende de bem-estar físico e social

Um ambiente que respeite e proteja os direitos básicos civis, políticos, socioeconômicos e culturais é fundamental para a promoção da saúde mental, disse a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS).

Sem a segurança e a liberdade asseguradas por esses direitos, torna-se muito difícil manter um elevado nível de saúde mental, disse a organização no dia mundial para o tema.

Saúde mental é determinada por uma série de fatores socioeconômicos, biológicos e ambientais, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Foto: EBC

No Dia Mundial da Saúde Mental, a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) lembrou que o conceito de saúde vai além da mera ausência de doenças — só é possível ter saúde quando há completo bem-estar físico, mental e social.

Segundo a organização, diversos fatores podem colocar em risco a saúde mental dos indivíduos; entre eles, rápidas mudanças sociais, condições de trabalho estressantes, discriminação de gênero, exclusão social, estilo de vida não saudável, violência e violação dos direitos humanos.

A promoção da saúde mental envolve ações que permitam às pessoas adotar e manter estilos de vida saudáveis. Neste Dia Mundial da Saúde Mental, veja abaixo como a organização tem trabalhado na resposta a esse problema de saúde pública.

Principais fatos

• A saúde mental é mais do que a ausência de transtornos mentais;
• A saúde mental é uma parte integrante da saúde; na verdade, não há saúde sem saúde mental;
• A saúde mental é determinada por uma série de fatores socioeconômicos, biológicos e ambientais;
• Estratégias e intervenções custo-efetivas de saúde pública e intersetoriais existem para promover, proteger e restaurar a saúde mental.

A saúde mental é uma parte integrante e essencial da saúde. A constituição da OMS afirma: “saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a mera ausência de doença ou enfermidade”. Uma implicação importante dessa definição é que a saúde mental é mais do que a ausência de transtornos mentais, borderline ou deficiências.

Trata-se de um estado de bem-estar no qual um indivíduo realiza suas próprias habilidades, pode lidar com as tensões normais da vida, pode trabalhar de forma produtiva e é capaz de fazer contribuições à sua comunidade.

Saúde mental e bem-estar são fundamentais para nossa capacidade coletiva e individual, como seres humanos, para pensar, nos emocionar, interagir uns com os outros e ganhar e aproveitar a vida, lembra a organização.

Nesta base, a promoção, proteção e restauração da saúde mental podem ser consideradas como uma preocupação vital dos indivíduos, comunidades e sociedades em todo o mundo.

Determinantes da saúde mental

Múltiplos fatores sociais, psicológicos e biológicos determinam o nível de saúde mental de uma pessoa. Por exemplo, as pressões socioeconômicas contínuas são reconhecidas como riscos para a saúde mental de indivíduos e comunidades. A evidência mais clara está associada aos indicadores de pobreza, incluindo baixos níveis de escolaridade.

Uma saúde mental prejudicada também está associada a rápidas mudanças sociais, condições de trabalho estressantes, discriminação de gênero, exclusão social, estilo de vida não saudável, risco de violência, problemas físicos de saúde e violação dos direitos humanos.

Há também fatores psicológicos e de personalidade específicos que tornam as pessoas vulneráveis aos transtornos mentais. Por último, há algumas causas biológicas, incluindo fatores genéticos, que contribuem para desequilíbrios químicos no cérebro, segundo a OMS.

Promoção e proteção da saúde mental

A promoção da saúde mental envolve ações para criar condições de vida e ambientes que apoiem a saúde e permitam às pessoas adotar e manter estilos de vida saudáveis.

Um ambiente que respeite e proteja os direitos básicos civis, políticos, socioeconômicos e culturais é fundamental para a promoção da saúde mental. Sem a segurança e a liberdade asseguradas por esses direitos, torna-se muito difícil manter um elevado nível de saúde mental, de acordo com a organização.

Políticas nacionais de saúde mental não devem se ater apenas aos transtornos mentais, mas também reconhecer e abordar as questões mais amplas que promovem a saúde mental. Elas incluem a integração da promoção da saúde mental às políticas e programas em setores governamentais e não governamentais. Além da saúde, é essencial envolver os setores de educação, trabalho, justiça, transporte, meio ambiente, habitação e bem-estar.

Promover a saúde psicológica depende em grande parte de estratégias intersetoriais. Entre elas, estão maneiras específicas para promover a saúde mental:

• Intervenções na primeira infância (por exemplo: visitas domiciliares a mulheres grávidas e atividades psicossociais no período pré-escolar, combinados ao auxílio psicossocial e nutricional para populações desfavorecidas);
• Apoio às crianças (por exemplo, programas para desenvolvimento de habilidades e programas de desenvolvimento infantil e juvenil);
• Empoderamento socioeconômico das mulheres (por exemplo: aprimorar o acesso à educação e aos programas de microcrédito);
• Apoio social para populações idosas (por exemplo: iniciativas amigáveis, centros comunitários e datas para os idosos);
• Programas direcionados a grupos vulneráveis, incluindo minorias, pessoas indígenas, migrantes e indivíduos afetados por conflitos e desastres (por exemplo: intervenções psicossociais após desastres);
• Atividades de promoção da saúde mental em escolas (por exemplo: programas de apoio a mudanças ecológicas em escolas);
• Intervenções de saúde mental no trabalho (por exemplo: programas de prevenção do estresse);
• Políticas de habitação;
• Programas para prevenção da violência (por exemplo: reduzir a disponibilidade de álcool e acesso a armas);
• Programas de desenvolvimento comunitário (por exemplo: desenvolvimento rural integrado);
• Redução da pobreza e proteção social para os pobres;
• Leis e campanhas contra a discriminação;
• Promoção de direitos, oportunidades e cuidados dos indivíduos com transtornos mentais.

Cuidados e tratamento

No contexto dos esforços nacionais para desenvolver e implementar políticas de saúde mental, é vital não apenas proteger e promover o bem-estar mental dos cidadãos, mas também atender às necessidades de pessoas com transtornos mentais definidos.

O conhecimento sobre o que fazer com a carga crescente de transtornos mentais melhorou substancialmente ao longo da última década. Há um crescente corpo de evidências demonstrando tanto a eficácia e custo-efetividade das intervenções fundamentais para transtornos mentais priorizados em países de diferentes níveis de desenvolvimento econômico.

Entre os exemplos de intervenções acessíveis e de baixo custo estão:

• Tratamento da epilepsia com medicamentos antiepilépticos;
• Tratamento de depressão com intervenção psicológica e, para casos moderados a graves, medicamentos antidepressivos;
• Tratamento da psicose com medicamentos antipsicóticos e apoio psicossocial;
• Tributação de bebidas alcoólicas e restrição de sua disponibilidade e marketing.

Uma série de medidas eficazes também existe para a prevenção do suicídio, prevenção e tratamento de transtornos mentais em crianças, prevenção e tratamento de demência e tratamento de transtornos relacionados ao uso de substâncias.

O Mental Health Gap Action Programme (mhGAP) produziu evidências baseadas em orientações para não especialistas, permitindo-lhes uma melhor forma de identificar e manejar uma variedade de condições de saúde mental prioritárias.

Resposta da OMS

A OMS apoia governos no objetivo de fortalecer e promover a saúde mental. A organização avaliou evidências para a promoção da saúde mental e está trabalhando junto aos governos para disseminar essas informações e integrar estratégias efetivas às políticas e planos.

Em 2013, a Assembleia Mundial da Saúde aprovou o “Comprehensive Mental Health Action Plan for 2013-2020”. O plano é um compromisso de todos os Estados-membros da OMS na tomada de medidas específicas para melhorar a saúde mental e contribuir para a realização de um conjunto de metas globais.

O objetivo global do Plano de Ação é promover o bem-estar mental, prevenir transtornos mentais, fornecer cuidados, aprimorar a recuperação, promover direitos humanos e reduzir a mortalidade, morbidade e deficiência para pessoas com transtornos mentais. Ele se concentra em quatro objetivos-chave:

• Reforçar a liderança eficaz e governança para saúde mental;
• Fornecer serviços abrangentes, integrados e responsivos de saúde mental e serviços de assistência social em configurações de bases comunitárias;
• Fortalecer sistemas de informação, evidência e pesquisa sobre saúde mental.

No Plano de Ação, é dada ênfase especial à proteção de direitos humanos, o fortalecimento e empoderamento da sociedade civil para o lugar central da atenção de base comunitária.

A fim de atingir seus objetivos, o plano propõe e exige ações claras para governos, parceiros internacionais e OMS. Ministérios da Saúde precisarão assumir um papel de liderança e a OMS trabalhará junto a eles e aos parceiros nacionais e internacionais, incluindo a sociedade civil, para implementar o plano. Como não há nenhuma ação que se encaixe para todos os países, cada governo terá que adaptar o Plano de Ação às circunstâncias nacionais específicas.

A implementação do Plano de Ação permitirá pessoas com transtornos mentais a:

• Acessar serviços  de saúde e assistência social com mais facilidade;
• Receber tratamento de profissionais de saúde devidamente qualificados em ambientes de cuidados de saúde geral; o Mental Health Gap Action Programme (mhGAP) da OMS e as evidências relacionadas podem ajudar nesse processo;
• Participar da reorganização, entrega e avaliação dos serviços, de modo que o cuidado e o tratamento se tornem mais sensíveis às suas necessidades;
• Ter maior acesso aos benefícios dos governos por incapacidade, programas habitacionais e de subsistência e uma melhor participação no trabalho e na vida em comunidade, além de assuntos cívicos.

 

Fonte: nacoesunidas.org