Por que é mais difícil para as mulheres lutar contra dependência às drogas

Gabriela* percebeu que precisava de ajuda quando, depois de sair embriagada de uma festa no interior de São Paulo, bateu o carro, quebrou duas costelas e tomou mais de 40 pontos no rosto.

“Até então eu achava que estava no controle, que era só eu querer que pararia de beber”, diz a engenheira civil. “Precisei quase morrer pra perceber que tinha que parar. Só que não consegui.”

Depois do acidente, ela começou a ir às reuniões de um grupo dos Alcoólicos Anônimos (AA). Entre os que participavam das reuniões havia apenas duas mulheres – ela e uma senhora de meia-idade. Gabriela, que tinha 26 anos na época,conta que imediatamente se tornou um alvo de cantadas incômodas e avanços sexuais não solicitados.

“Porque compartilhei histórias envolvendo álcool e sexo, eles achavam que podiam me abordar sobre isso. Senti que estava sendo caçada, sabe? Tipo uma presa. Estou acostumada a ambientes masculinos, mas naquele momento eu precisava de sinceridade e apoio”, afirma.

De tão desconfortável, Gabriela acabou abandonando as reuniões e parou o tratamento.

Ainda lidando com o vício, ela se envolveu com um homem mais velho, que também havia frequentado o AA. “Eu estava frágil e sozinha. No início ele me ajudou a ficar sóbria, mas logo se tornou um relacionamento abusivo e eu passei a beber mais ainda”, conta.

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